quinta-feira, 4 de março de 2010

Nasci e Cresci Aqui.

Nasci e cresci aqui sobe o olhar atento do Pai Joaquim, e da Mãe Isaura,Mulher baixa,de olhos azuis e cabelo,apanhado,e enquanto o pai tocava a roda do oleiro, e preparando o barro para iniciar mais um dia de fabricação de objectos que tanto poderia ser bilhas, vasos, ou potes,eu em pequeno como muitas crianças da nossa idade, na altura,sentado na soleira da porta,brincava moldando os bocadinhos de barro sobe o olhar atento do Pai Joaquim enquanto a mãe Isaura laborava na vida caseira,e tratava de cuidar das peças de olharia enquanto expostas ao sol e por vezes tinham que ser retiradas para a sombra afim de se não partirem com o excesso de calor...Corri pelas ruas jogando as escondidas durante os fins de tarde e principio de noite,com as ruas pouco iluminadas, e naturalmente corria-mos toda a aldeia nos nossos jogos de crianças...Quem não se recorda?Muitas vezes os meus primos o Manuel Eleutério, e o Luís de Almeida que trabalhavam na ajuda ao meu pai na olaria, e preocupados comigo e a mando do Pai lá iam a minha procura ali para os lados do jogo da bola.Aí que ,malvados,nem para brincar havia liberdade...Até aos vinte anos permaneci por aqui,ajudando os Pais em todas as tarefas,mas depois parti...Parti por longo tempo...E hoje frequentemente visito o local que me viu crescer...Aí que saudades...E o tempo passou...E os meus netos me fazem recordar essas saudade,partilhando algum tempo com eles...

3 comentários:

Francisco Vieira disse...

Bom dia amigo Joaquim.

E sempre um encanto passar por aqui. As suas historias falam-me ao coracao. Desde sempre que me revejo nas coisas simples , como eu. Tive uma infancia muito parecida a sua e a minha terra poderia ser a sua, que pouco ou nada alteraria. Mas sabe uma coisa? Nao a trocaria por nenhuma.
Tive a sorte de conhecer meio mundo, mas em terra alguma me senti em casa.
Que saudades da minha aldeia. Quem nunca precisou de deixar a sua terra, nao sabe a graca que a vida lhe deu.

Abracos, amigo. Passe la no tasco. Tenho um conto em tres partes, que o amigo deveria gostar de ler.

M. Lourdes disse...

Joaquim
Todos nós recordamos a vida de criança com alguma nostalgia. Havia dificuldades, mas havia muita segurança e podíamos brincar livremente pelas ruas.
Beijinhos
Lourdes

Joaquim Angelo disse...

Nas aldeias do interior ainda antes da escola primaria,e mesmo depois era assim e bem do conhecimento de todos nos que lá fomos criados.A maioria dessas brincadeiras assim como jogos,infelizmente vão caindo de costumo, e é pena porque tinha-mos jogos bastante diverte-dos...Jogos as escondidas,jogo da palmada,jogo do botão, porque arranca-vamos os botões da roupa para jogar etc.Não havia a fartura de brinquedos conforme existe hoje.E havia muita alegria.