segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

História

Foi nesta habitação actualmente, hoje fechada, e com pouco uso,que conheci uma jovem com 20 anos no ano de 1970, órfão de Pai, tendo falecido com a malvada doença de silicose devido ao facto de trabalhar nas minas da Panasqueira, e devido ao pó da mina,deixando a encargo da sua viúva quatro filhos  de tenra idade, menores e já dois felizmente casados e imigrados em França.Aqui namorei, e aqui casei, e sempre que tinha férias e antes de ter casa própria na minha aldeia era para aqui que de vez em quando vinha repousar alguns dias com os meus dois filhos, e esposa....Esta é naturalmente a minha segunda terra alem da minha, e deste casamento que felizmente perdura até aos dias de hoje Deus bafejou-nos com a sorte de dois filhos lindíssimos, a Paula hoje com a bonita idade de 36 anos licenciada em relações publicas e Marketing, e o Daniel com 29 anos técnico de electrónica de telemóveis.

Sinto-me tão bem aqui, na Coutada como se estivesse na minha própria casa porque as pessoas da  Aldeia além de acolhedoras também são hospitaleiras...Conheci muita gente antiga com quem tive o privilegio de contactar.Hoje infelizmente já não fazem parte da historia...Algumas já faleceram e os mais novos devido a falta de postos de trabalho imigraram uns para França outros para a Suíça...Isto repete-se um pouco por todo o interior destas maravilhosas Aldeias...

7 comentários:

M. Lourdes disse...

Joaquim
Muitas das nossas aldeias estão a ficar desertas por não seren criadas condições de subsistência nas regiões onde estão inseridas.
Assim os habitantes têm que migrar para outro local do país ou emigrar para países que lhes ofereçam melhores condições de vida.
É assim um pouco por todo o país, em especial nas regiões do interior.
Beijinhos
Beijinhos

Francisco Vieira disse...

Nao ha terra como aquela em que nos sentimos em casa. Nao tem que ser a nossa.

Um abraco, amigo e uma boa semana para si

Joaquim Angelo disse...

Quando respeitamos o espaço dos nossos vizinhos, também acabamos por ser respeitados,e a simplicidade das pessoas destas aldeias demonstra bem aquilo que eu digo...Até mesmo em parte dos jovens...

Malu disse...

Vim conhecer teu canto e me encantei.
Amo histórias de Vidas vividas com sentimentos, descritas com emoções.
Tudo isto vi aqui.
Abraço

Joaquim Angelo disse...

Amiga Malu:Voltando alguns anos antes,e recordando pelo que passamos durante este tempo recordo que corremos demasiado depressa, e as saudades que sentimos...

Marie-Odile disse...

QUIM
Foi com muito gosto que
visitei o seu blog.
E à sempre coisas a aprender
Parabéns.
beijos para toda a familia
e boa continuaçâo.

Joaquim Angelo disse...

Marie Odile.Pois como podes ver e ler estas mensagens é a pura verdade do passado,e é com muito carinho que recordo estes belos momentos da minha juventude.É a pura realidade...